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sábado, 8 de outubro de 2011

ONU-Agua reune especialistas para debater água na economia verde


Cecy Oliveira - direto de Zaragoza (Espanha).
A convte da ONU-AGUA


Um grupo de 80 consultores convidados, entre os quais estão jornalistas especializados em água, está reunido esta semana na cidade espanhola de Zaragoza para debater A Água na Economia Verde

, promovido pela ONU-Água.

Para entender o objetivo da reunião a organização do evento propôs uma definição do que seria uma economia verde:

Segundo o PNUMA, uma economia verde é aquela capaz de melhorar o bem-estar das pessoas e a equidade social reduzindo ao mesmo tempo os riscos ambientais e a escassez significativamente. Seria também a melhor resposta para a crise climática, a alimentar e a econômica, através de um paradigma alternativo que estimula o crescimento e protege os ecossistemas do planeta e contribui para a redução da pobreza.

Mas a principal característica deste tipo de economia é que se centra fundamentalmente no ponto de encontro entre o meio ambiente e a economia.

Um dos temas centrais da proposta é fazer mais com menos mediante a inovação tecnológica, a adoção e difusão da tecnologia para reduzir a brecha entre os usuários mais eficientes e os menos eficientes e outras medidas que levem a uma mudança de atitude.

Entre as ações propostas para que o mundo caminhe mais rapidamente para um modelo baseado na economia verde estão:

* Incentivos econômicos na gestão da água.

• Reformas políticas e da governabilidade para a criação de empregos verdes.

• Recuperação de custos e alternativas para um financiamento sustentável dos serviços de água que pressuponham um passo adiante no atendimento aos mais pobres, promovam o crecimento e reduzam o impacto ambiental.

• Investimentos e medidas fiscais para a proteção e melhoria da biodiversidade para promover a economia verde.

• Tecnologia da água que contribua para a criação de empregos e ao desenvolvimento de empresas.

• Planejamento hídrico que apoie a transição para a economia verde.

Uma estratégia para a melhor utilização do solo é promover mudanças no uso da terra e da pressão do setor agrícola. Com isso é possível deter uma redução de áreas de floresta natural e sua substituição por culturas não-originais.

Outra medida é promover políticas ambientais, econômicas, comerciais e de desenvolvimento que visam ao desenvolvimento de práticas de colheita que melhorem a eficiência no uso dos recursos naturais a curto prazo. Um bom exemplo sao os saldos de água virtual (a quantidade de água necessária para obter um bem ou serviço), que são essenciais para os países com uma relativa escassez de água. Na agricultura, a experiência do Uruguai na produção de arroz, e do Paraguai, tem demonstrado a viabilidade de uma produção agrícola aumentar o desempenho, com base em critérios ecológicos.

De acordo com o último relatório divulgado pelas Nações Unidas, o investimento verde no setor hídrico poderia gerar grandes benefícios para a saúde humana, a segurança alimentar e o crescimento econômico.

O levantamento aponta que um investimento de 0.16% do PIB mundial no setor hídrico poderia diminuir a escassez de água e reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável e a serviços de esgotamento sanitário em um período inferior a quatro anos.

A falta de investimentos em serviços hídricos, de coleta, tratamento e reutilização eficiente da água resulta na redução de reservas aquíferas em várias partes do mundo e contribui para uma situação em que a demanda global por água poderia ultrapassar a oferta num período de 20 anos, diz o estudo.

No capítulo dedicado à água no Relatório sobre Economia Verde, lançado durante a Conferência da Semana Mundial da Água em Estocolmo, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apontou que o investimento em saneamento e água potável, assim como o fortalecimento dos sistemas locais de abastecimento hídrico, a conservação dos ecossistemas vitais para o abastecimento de água e o desenvolvimento mais eficiente de políticas, pode auxiliar na prevenção de altos custos sociais e econômicos resultantes do abastecimento inadequado de água.

Camboja, Indonésia, Filipinas e Vietnã são alguns dos países cujas perdas causadas pela deficiência no serviço de saneamento básico alcançam cerca de US$ 9 bilhões por ano ou 2% do PIB total combinado.

Para o subsecretário geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, otimizar o acesso à água potável e serviços de saneamento básico é fundamental para uma sociedade mais sustentável e de uso mais eficiente de recursos.

“O Relatório sobre Economia Verde revela que o investimento na gestão e infraestrutura hídrica, assim como em ecossistemas dependentes de água, combinado a políticas eficientes pode contribuir e garantir a segurança da água e dos alimentos, melhorar a saúde e fomentar o crescimento econômico”, afirmou Steiner.

Caso não haja êxito na promoção do uso mais eficiente da água, a demanda pode ultrapassar a oferta em 40% até o ano de 2030.

Segundo o estudo sobre Economia Verde, a otimização na produtividade de água, assim como o aumento no seu abastecimento (por meio de novas represas, estações dessalinizadoras e reciclagem) pode diminuir essa lacuna em até 40%. No entanto, os 60% restantes deverão ser compensados a partir de investimentos
na infraestrutura, reformas na política de recursos hídricos e desenvolvimento de novas tecnologias
.

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TÁ AI, SERIA UMA VISITA BOA NA PRAIA DO MATADEIRO.

SEGUNDA-FEIRA, 5 DE DEZEMBRO DE 2011
VOLTA À ILHA ATRÁS DO ESGOTO é matéria no Notícias do Dia
Volta à ilha atrás do esgoto revela quadro alarmante em Florianópolis
Levantamento feito pelo Mosal aponta que no sul da ilha seriam necessaárias 30 estações para que o tratamento de esgoto fosse eficiete
Fábio Bispo
@fabiobispo_nd
FLORIANÓPOLIS
Janine Turco/ND
Despejo de esgoto direto nas águas limpas se torna cada vez mais comum com a falta de fiscalização


Discretamente, embaixo do trapiche, um cano despeja ininterruptamente esgoto no canal da Barra, entre Lagoa da Conceição e praia da Barra da Lagoa. A prática ilegal se repete em quase todos os rios e balneários de Florianópolis sem nenhum tipo de fiscalização. As consequências dessa poluição afetam os balneários, que ficam impróprios para banho, e podem acabar com ecossistemas inteiros. No último sábado, Essa realidade foi constatada de perto pelo coletivo Mosal (Movimento Saneamento Alternativo), que percorreu todas as estações de tratamento ao redor da Ilha para verificar como os resíduos são tratados e devolvidos para natureza.
O reflexo mais direto da poluição que chega às marés é o relatório de balneabilidade apresentado pela Fatma (Fundação do Meio Ambiente), no último mês de novembro. Pelo menos, 38% das águas de Florianópolis estão comprometidas. E a poluição vem crescendo. Em 2011 foram levantados 25 pontos impróprios para banho na Capital, em 2009 eram 21. “O que verificamos foi um estado de total descaso. O sistema de tratamento de esgoto é praticamente inexistente em Florianópolis”, apontou o ecologista Gert Schinke, integrante do Mosal e presidente da Feec (Federação das entidades Ecologistas Catarinense).
O Mosal visitou 12 ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto), pontos que deveriam tratar o esgoto e devolver efluentes com o mínimo de risco ao meio ambiente. Segundo Gert, todas as regiões sofrem com a falta de tratamento do esgoto. A situação mais crítica está no Sul da Ilha. No leste, as estações da Barra da Lagoa e Lagoa da Conceição funcionam perfeitamente, mas não conseguem atender toda a população dos bairros. Um relatório será preparado e divulgado à população e entregue ao Ministério Público do Estado.
Regiões Sul e Norte têm tratamento mais deficiente
No Sul da Ilha a situação é considerada alarmante. Com uma estação com as obras de construção embargadas por irregularidades e outra sem operação, toda a população do Sul da Ilha estaria vulnerável a poluição das marés. “No sul da ilha o tratamento de esgoto é praticamente inexiste”, afirmou Gert. O ecologista argumenta que apesar de muitos condomínios possuírem sistemas de tratamento próprios, o uso não é estimulado pela Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) e muitas não funcionam.
No Norte da Ilha a situação também não é das melhores. A estação dos Ingleses está desativada, assim como a estação da Praia Brava. Em Canasvieiras a estação funciona em situação precária e cerca de 80% das residências não está ligada a rede coletora de esgoto. O Ministério Público move uma ação contra a Casan pedindo o funcionamento perfeito da ETE.
As estações da Vila União e Jurerê Internacional funcionam perfeitamente. A da Vila União atende apenas 424 residências e despeja seus efluentes no Rio Papaquara. Em Jurerê Internacional, a única estação que não está sobre a concessão da Casan, apresenta os melhores resulotados. Cobre 100% das moradias em Jurerê Internacinal e Tradicional.
As outras estações visitadas, no Saco Grande e no Parque Tecnológico do João Paulo, excluem praticamente toda a população desses bairros, segundo Gert. “A do Saco Grande atende praticamente só o Shopping Floripa e do Parqtec só o parque tecnológico, deixando todos os moradores que moram nas redondezas sem tratamento de esgoto”, finaliza.
Problema encontrado em todas as estações foi a entrada de água pluvial na rede de esgoto. A água limpa que entra nos sistemas de coleta sobrecarrega ainda mais a capacidade das estações.
Números oficiais são questionados
Em novembro, quando apresentou o estudo de balneabilidade, o presidente da Fatma, Murilo Flores, declarou que a situação se agravou depois de uma década de inércia da Casan que não realizou planos de saneamento básico. “Historicamente os pontos reprovados se repetem, quase sempre são os mesmos. Isso significa que falta ação”, avaliou ao revelar os estudos.
Dados da Casan dão conta de que 55% da cidade têm tratamento de esgoto, e já foram anunciados investimentos de R$ 343,1 milhões, que aumentariam a cobertura para 75% da cidade.
Em fevereiro, foi lançado o PMIS (Plano Municipal Integrado de Saneamento Básico) que prevê a coleta e tratamento de 100% do esgoto da cidade. O Mosal questiona os dados apresentados pela Casan. “Está provado que não temos 55% de tratamento de esgoto. O índice não ultrapassa 20%. A casan vende mentiras”, finalizou Gert.
O Mosal defende um sistema descentralizado de tratamento do esgoto. “O esgoto precisa ser tratado localmente. Não temos mais como construir grandes estações e transportar grandes volumes de uma região para a outra. O tratamento se torna impossível”, comenta Raquel Macruz, que integra o coletivo.
Situação das ETE, segundo Mosal
Campeche I: Inoperante
Campeche II: Inoperante. Obras embargadas.
Lagoa: Em Operação
Barra da Lagoa: Em Operação
Ingleses: Inoperante
Praia Brava: Inoperante
Vila União: Em Operação
Canasvieiras: Operando parcialmente
Jurerê Internacional: Em Operação
Saco Grande: Em Operação
Parqtec: Em Operação
Insular: Em Operação


**** E NÃO PERCA...MOSAL FLAGRA COMCAP !!!
http://mosal-residuossolidos.blogspot.com/

POR RESPEITO AO INDIVIDUO E PELO DIREITO DE IR E VIR


Florianópolis, 09 de dezembro de 2011

Ofício nº01.2011.017526-6

Senhor Delegado-geral de polícia.


cumprimentando-o cordialmente, ao tempo em comunico a vossa senhoria a abertura de representação criminal (autos SIG 01.2011.017526-6),tendo objeto notícia-crime contra dois irmãos de apelido ¨Dudu e Leleco¨,REQUISITO-LHE, com amparo nos arts. 127 e 129, inciso VIII, da CF/88, urgente instauração de inquérito policial com o fim de identificar e investigar os dois individuos que estariam aterrorizando os moradores da praia do matadeiro no sul da ilha. Nota-se que, segundo consta do B.O n.00124-2011-06687, da 2º DP, de 9.12.2011(cópia anexa), desta vez a investida dos agressores foi contra um cidadão argentino C.M.S.L. naturalizado brasileiro. outras pessoas daquele bairro também já teriam sofrido agressões violentas registradas na 2º Delegacia de Polícia. consat que os agressores atacam as suas vítimas ao estilo odiável dos skinheads (cabeças raspadas).

Esclareça-se, por necessário, que em contato telefônico com o Delegado de Polícia da 2º DP, o titular reconheceu a existência dos registros políciais, admitindo que ainda não foi instaurado inquérito policial para investigar as denúncias, por falta de investigadores.

A gravidade dos fatos, no entanto, não pode deixar os moradores à mercê desses malfeitores. Urge, pois, previne-=se que eles atentam contra a vida e dignidade de outras vítimas.daí a presente requisição no sentido de que vossa senhoria designe, em caráter excepcional, uma equipe de investigação para apurar os fatos noticiados, representando, oportunamente, por eventuais/medidas cautelares.